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Posted by on set 13, 2014 in Entrevista, Exposição | 2 comments

Exposição Feromônio: amizade, parceria e Arte

Nova exposição dos artistas Fabio Pantoni e Paulo Agostini, estreia dia 18/09 na AAPLAJ

pantoni e agostini

Feromônio é a nova exposição que os artistas Fabio Pantoni e Paulo Pincel estreiam no próximo dia 18. A mostra trará cerca de 30 telas, um estudo do corpo humano segundo a ótica de cada artista e uma tela produzida a quatro mãos. A abertura da exposição promete uma gama de vivências sensoriais, além da visual, como o próprio convite: vidrinhos de perfume com aromas de “feromônio” distribuídas a convidados selecionados.

convites Feromônio

Fabio e Paulo são amigos, amigos de vida, de balada, de bar e de arte, a sintonia e a parceria resultou em obras com linguagens diferentes cuja sintonia é a parceria e a referência do corpo humano. Quase sempre retratam pessoas em suas criações. Fabio, autodidata, traz nas obras cores mais queimadas, clássicas e neutras em movimentos de espatula. Paulo frisa que o processo de criação de ambos é bem diferente, o trabalho da rua e do atelier traz elementos únicos inerentes a cada ambiente e essa sua transição para a tela o aproximou mais da construção da obra a partir do atelier.

Sempre quiseram trabalhar juntos, conseguiram o lugar para a exposição e a partir do tema definido, conceituaram a produção em 3 meses de execução das obras. A atração pelo corpo humano, por realçar o invísivel, trabalhar as cores, volumes e até o odor da tinta resultaram no nome da exposição: Feromônio.

Fabio Pantoni

Fabio Pantoni oficial

Pantoni tem 31 anos e é do signo de Câncer. Desde cedo esteve envolvido com a arte. Junto ao tio, Luiz Puntel, escritor, teve seu primeiro emprego em Ribeirão Preto. Iniciou aulas de Arte em 2002, porque queria aprender a pintar. Sempre estudou Arte, passou no vestibular de Artes Plásticas na EMBAP (Escola de Música e Belas Artes do Paraná), em Curitiba (PR) e acabou se mudando para Joinville (SC) para cursar Design na Univille. Ligado à música fez parte das bandas Adamaoua (com pegada reggae que viajou o estado se apresentando, tocava flauta e percussão) e também integrou a Banda Plam (Paz, Liberdade, Amor e Música), ambas de Joinville. Estudou Belas Artes, História da Arte Moderna e Contemporânea, trabalhou com design e voltou à Ribeirão Preto.

Em Ribeirão Preto retomou a pintura onde produziu uma série de 40 quadros com temas urbanos, em acrílica trabalhando com transparência. O artista Lima Junior abriu as portas de seu atelier em Jundiaí (SP), onde Pantoni passava dias imerso no universo da pintura, uma espécie de mentor, Lima Junior lhe ensinou tudo o que sabia sobre pintura. Fez duas coletivas “Poéticas Visuais” na Toia Fonseca Galeria de Arte (Ribeirão Preto, SP) em 2012, “Sobre o coração” na Universidade Presbiteriana Mackenzie (Ribeirão Preto, SP) e “Você sobre mim” na El Clandestino Galeria de Arte (Joinville, SC) em 2013. Trabalha com criação em uma empresa de franquias.

Paulo (Pincel) Agostini

paulo agostini

Paulo, 26 anos, de Peixes. Seu contato com a Arte foi aos 14 anos quando começou a desenhar embalado pela imagem de um graffiti, que viu embaixo de uma ponte pela janela do ônibus de excursão do colégio, imagem que o marcou e determinou o começo de sua trajetória artística. Sempre esteve envolvido com atividades esportivas, correu em competições, praticou Jiu-Jitsu, futebol de campo, andava de skate, já num universo onde o graffiti se impunha na forma de pichação.

Estudou no Colégio Agrícola e sonhava ser veterinário até que se apaixonou pala Arte, mais precisamente o graffiti. Participou de crews, a Kaos Cr3w, com 16 anos, e em 2008 participou do Encontro das Ruas (Colégio Germano Timm, Joinville, SC). Fez curso de graffiti na Casa da Cultura, com Alexsandro e passou a integrar a CHHAI Casa do Hip Hop Arte Inclusiva, inclusive ministrando cursos de graffiti aos sábados para outros jovens, na própria Casa da Cultura, o que lhes rendeu grande repercussão na mídia.

Conheceu a técnica de stêncil, tendo Bansky como inspiração na época, e procurou se aprofundar. Estudando e fazendo experimentações desenvolveu uma técnica própria de trabalhar com stêncil, sempre em formas bem grandes e com um corte bem diferenciado. Inicialmente trabalhava em PB e depois partiu para as cores, que são a base de seu trabalho, sempre com cores bem peculiares às suas criações.

Segundo ele, o graffiti é uma troca, é a arte mais democrática possível, envolve vários elementos como a ilegalidade, a liberdade com a escolha do tema, a exposição física a que o artista se expõe e, principalmente, a fragilidade da própria obra que se degrada com o tempo e pode sofrer interferências de outros. Sua primeira exposição foi a coletiva “Importa” no Joinville Garten Shopping, sua estreia também com telas, levando a arte das ruas para espaços fechados. Participou de outras coletivas no Inconsciente Coletivo e no SESC Joinville.

Mora com o avô e gosta de reunir os amigos em casa para pintar. Trabalha em um escritório de design e ama criar todo o universo de um produto.

Sou psicóloga de formação. Depois de alguns anos de clínica abandonei o divã. Fiz Moda e Estilismo. Trabalho com figurino, revisão de textos, gerenciamento de redes sociais, criação de sites e administração de blogs. Casada com um jornalista e escritor. Mãe (coruja) do Kenzo, de 10 anos! Praticante de Pilates e Aikido. Louca por Star Wars, internet e tecnologia.