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Posted by on jun 17, 2014 in Entretenimento |

Malévola, para crianças?

malévola

Sempre que estreia um novo filme infanto-juvenil levo o Kenzo para assistir. Na maioria das vezes sou eu mesma quem quer ver o filme, já que o mundo de heróis, fadas, espaçonaves, batalhas medievais e intergalácticas habitam até hoje no meu imaginário. Sou fã confessa de Star Wars, Marvel e DC Comics, personagens da Disney e história antiga.

Na minha infância fui muito estimulada à leitura, minha mãe, professora, vivia lendo de livros clássicos (tipo Senhora de José de Alencar) até revistas Claudia e gibis da Turma da Mônica e Disney, que ela assinava. Meu pai, que só cursou o primário e tem uma caligrafia de dar inveja (que ele herdou do pai, artista), também vivia com a cara enterrada em revistas Veja e Exame e lia os jornais da cidades, todos os dias, e  a Folha de São Paulo todos os domingos.

Em casa não faltavam livros, inclusive enciclopédias inteiras, que guardo com amor até hoje, de histórias infantis. Cresci lendo os clássicos como Moby Dick, Vinte mil léguas submarinas (amo), Alice no País das Maravilhas e, claro!, todas as histórias dos Irmãos Grimm! A versão mais conhecida de A Bela Adormecida (1812) é, sem sombra de dúvida, a dos Grimm! A história de tão linda virou um clássico do balé por Tchaikovsky, em 1890.

Pois bem, o filme Malévola conta a história da feiticeira que encantou a Aurora. Conta como ela se transformou numa criatura do mal. Eu me questiono muito sobre os filmes destinados ao público infantil ultimamente, já falei disso aqui, sobre o último filme do Homem Aranha (clique aqui), pois a infância mudou drasticamente nos mesmos passos que o próprio mundo. As crianças não são mais mergulhadas numa nuvem de inocência onde a maldade era velada e personalizada em vilões como a Malévola ou a Madrasta da Branca de Neve. Hoje, ao contrário, as crianças são torpediadas a todo momento por notícias e cenas de violência explícita.

Assim, ao entrar no cinema para assistir Malévola, além de ser inebriado pela beleza singular de Angelina Jolie, tenha a absoluta certeza que além de um entretenimento de qualidade visual indiscutível, com uma maquiagem perfeita que virou linha da MAC e o figurino impecável de Anna B. Sheppard, baseado nos gostos pessoais da protagonista, você poderá ver a filhinha de Pitt-Jolie, Vivienne, como Aurora criança e ainda poderá constatar a maldade rasgada, pois as cenas da maldade dos homens se transporta do “noticiário do Jornal da Globo” para a telona em cenas bem amarradas, bem filmadas e com uma simbologia muito forte.

Aliás, as histórias infantis são todas bem marcadas pela simbologia do bem e do mal e de algumas passagens socioculturais da vida humana. No caso de Malévola esta simbologia vem embrulhada em “papel de bala”, velada – que só os olhos mais atentos compreenderão, como a cena do corte de asas, uma violação extrema, mascarada numa mutilação – cuja história é decididamente cruel, apesar de seu final feliz.

Sou psicóloga de formação. Depois de alguns anos de clínica abandonei o divã. Fiz Moda e Estilismo. Trabalho com figurino, revisão de textos, gerenciamento de redes sociais, criação de sites e administração de blogs. Casada com um jornalista e escritor. Mãe (coruja) do Kenzo, de 10 anos! Praticante de Pilates e Aikido. Louca por Star Wars, internet e tecnologia.