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Posted by on abr 1, 2010 in Viver | 0 comments

Mulheres

Ai ai, as mulheres que não me ouçam, mas a gente sabe complicar quando quer. Hoje, por exemplo, foi o último dia de malhar na academia antes do feriado G O R D O cheio de viagens familiares, coelhos fofinhos, descanso do trabalho e muito muito chocolate. Pois é, pensei em levar para minhas amigas e para o pessoal (funcionários) da academia um agradozinho, um chocolatezinho inocente só para constar, para demonstrar  minha lembrança e consideração por elas, mas imediatamente veio em minha mente aquela frase: Malhação não combina com chocolate! Sofre horrores malhando, fazendo dieta e depois se vende fácil fácil por um chocolate?
Pois é. Fui malhar e não levei nada. Para tirar a teima contei para elas das minhas intenções frustradas, de que queria fazer um agradinho, adoçar nossa vida conturbada…rs. T O D A S elas queriam chocolate, todas lamentaram em uníssono o fato de eu ter escutado a “razão”, que só um chocolatezinho não faria mal…No fim, fiquei de levar o agrado na segunda-feira, pós Páscoa.
Mais tarde, uma amiga, amiga mesmo, pediu que a acompanhasse numa compra. Quando percebi estávamos entrando no shopping. É assim mesmo, depois que acostumamos com o ar climatizado, o estacionamento fácil (quando há vagas, certo?), a comodidade de ter várias opções e estilos em um único espaço físico, sem chuva (sim, aqui é a segunda cidade que mais chove no país) deixamos de comprar em lojas de rua e viramos assíduas frequentadoras de shopping centers.
Ela quis tomar um café, e eu não dispenso um cafezinho, principalmente acompanhado de um bom papo. Meus amigos até tiram sarro de mim, porque só os convido para isso. Também com meu fihote de dois anos tem sido difícil cair na night. Sentadas bonitas, eis que passa uma moça, com um vestido justo, mas tãããão justo que a moça mal andava. De cotton lycra (expressão antiga né?). Não estava bem vestida, nem proporcional ao corpo que ela ostentava.
Minha amiga depressa soltou:  – Meu Deus, que coisa horrível. Justo que dá para ver “até a alma” da distinta. Que coisa mais vulgar. Olha, Wilka se você me encontrar vestida assim, me dá um tapa na cara para eu acordar. Porque eu só posso estar dopada se sair assim na rua.
Poxa, minha amiga acabou com o modelito e o rebolado da moça. Fofocas em dia, levantamos e fomos às compras.
Entramos numas duas lojas. Nada. Levei-a a uma loja que eu gosto muito, de design atualizado, uma vitrine bacana e preços de acordo. Escolhi nas araras três peças de que gostei, dentre elas um vestido chemisier liiindo! A amiga na maior boa vontade experimentando tudo o que eu gostava e o que ela gostava também. Não, gente, pasmem:
Escolheu um tubinho!!!!!! O vestido, três números menores ao que ela vestia, portanto ficou um tubinho. Pior: em viscolycra. Claro, ficou justíssimo! Comprou. Contra minha vontade e meu bom gosto.
Acho que ela ficou dopada com o café ou então foi inspiração da “distinta mostrando a alma” no vestido justo! A gente é muito complicada mesmo!!!! Sai com cada uma. Difícil de entender.
Mas ela parecia feliz. Então fico feliz também, principalmente porque é ela quem vai usar o tubinho!


P.S.: Leia o texto (muuuito legal) da Fê e da Cris da Oficina de Estilos, sobre roupas muito justas no http://www.facebook.com/notes/oficina-de-estilo/mais-quatro-sabotadores/379905217719)

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