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Posted by on abr 22, 2010 in Viver | 1 comment

Anoiteceres

Não sei se é a lombeira do feriado mas hoje passei o dia todo com a lágrima na beira dos olhos, sabe como é? Aquele dia que tudo faz você chorar ou marejar de lágrimas os olhos? Chora até com propaganda de carro que aparece uns tigrinhos…?!!! Eu hoje.
Ontem à noite me irritei e muuuito com meu marido. Ah, problemas domésticos e conjugais que bah!!! são uma M! muitas vezes inevitáveis e essencial que se dê jeito nelas. Resolva, converse, brigue, grite, esbufeteie (não a pessoa, claro!!apesar da vontade louca, aguente!) durma, ouça música, fique com seu filho, se acalme, dê uns beijos, enfim, faça o que deve ser feito. Não engula. Não finja que não está acontecendo. Ou uma avalanche cairá sobre você mais dia menos dia. Enfrente a situação agora! Não bata de frente, mas resolva a situação dentro de você já. Não adianta protelar. Problemas existem para temperar a vida, ensinar as coisas, nos deixar mais humildes e também mais confiantes!
Enfim, dei meus gritos, disse o que devia (talvez algo que não devesse também hihi) e fui dormir de alma lavada. Hoje, claro, acordei com cara de bunda mas a raiva já tinha passado, fica aquele ranço de contrariedade, mas, passa! O dia correu sem mais novidades, na internet fazendo uns trabalhinhos da editora, cuidar do filhote e o tempo começou a fechar. Não metaforicamente, na real. O céu de Chuville, ficou cinza, um plúmbeo pesado, uma coisa triste e melancólica. Comecei a lembrar da minha mãe (sou filha única e minha querida mãe faleceu dia 18 de janeiro de câncer  um dia conto), dá-lhe lágrimas, escondidas do meu filhote, muito novo para entender que meu choro não é de tombo mas é de dor. Mas Deus é muito bom e meu filhote com aquele jeitinho me faz esquecer de coisas assim, tristonhas. 
Depois de todos os banhos (meu, do filho e o marido), fomos ao shopping, ainda dia, tomamos um café, comi uma torta de maçã com amêndoas (ai, minhas professoras da Curves vão ler! huahua) batemos papo. Fomos para casa…ai vixe…sabe aquele horário, no final da tarde, em que está anoitecendo? Não está noite nem dia? Tenho angústia profunda deste horário. Desde sempre.
Passei dois anos fazendo especialização T O D A segunda em Campinas, indo de Londrina para Campinas todo domingo à noite (dormindo no ônibus), aula segunda o dia todo e voltando na segunda à noite para Londrina (dormindo de novo no ônibus para atender na clínica terça às 9). Foi puxado. A questão era a seguinte, a aula terminava às 18:30 hrs e meu ônibus saía só às 21:30 hrs. Eu ficava na rua naquele horário da minha angústia. Meu, era horrível. Eu me sentia desamparada, sozinha, desprotegida sem perspectiva de conforto, sabe como é? Sem ter onde estar, ficar, descansar, sem ter um lugar seu, onde comer, usar o banheiro, se proteger, coisas básicas do viver. 
Campinas, uma cidade linda, e eu olhava para aqueles apartamentos com aquela luzinha acesa lá no alto e pensava:  Que inveja estar em casa, com a luz acesa, no seu quartinho, na frente da sua tv, com sua cozinha e o banhinho quentinho…Essa angústia me persegue desde menina, mesmo na minha casa, quando estou sozinha. Acho que não fui feita para ficar sozinha. Só eu e meu filho junto então, é potencializado, pois tenho de proteger e dar conforto a ele. Se alguém está comigo em casa, tudo bem. Quando começa a escurecer uma solidão toma conta de mim, uma sensação de vulnerabilidade, de desproteção, uma tristeza beirando a melancolia…Quando chegava esse horário, eu corria ligar para minha mãe, a gente ficava no telefone e quando eu via já estava noite feita e eu amo a noite. Mas agora não tenho mais mãe para me proteger. Só tenho mãe para lembrar.

1 Comentário

  1. Thank’s for the comment on my blog!
    Dudù!

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