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Posted by on maio 3, 2010 in Viver | 3 comments

Amigo é coisa para se…Cultivar!

Dindon…o carteiro chegou! Desde que começou essa onda de email que o meu carteiro só tem trazido notícia ruim: contas para pagar! hahaha…Estou rindo mas é verdade. Sempre fui tarada por cartas, desde menina. Escrevia cartas para todas as minhas amigas, detalhe: que moravam na mesma cidade, só pelo gostinho de escrever com todo carinho num papel de carta lindo (sim porque eu fui de uma época em que nós, meninas, colecionávamos papel de carta!), caneta com cheirinho, colocar no envelope, colar um adesivinho combinando e mandar. Para a minha prima Evelyn também, ela morava em São Paulo, e tinha muitas novidades para me contar. 
Ai que coisa deliciosa receber cartas pelo correio! E quando os amigos e primos foram para o Japão então?!!! Era aquela loucura de cartas indo e vindo, com chocolates dentro, walkmans, fitas de música, cartão com música e todas as loucuradas japonesas que aqui eram completas novidades. 
Quando a loucura de internet começou em casa, conheci um cara, arquiteto de Mafra. Nem viaja, eu já era casada e tudo. Não era paquera não. Falávamos todos os dias pelo ICQ (lembram? ainda funciona?) Depois trocamos telefones, celulares, na época. Conversávamos também todos os dias. Conversa sobre tudo. Depois de passados os temores e constatado não sermos psicopatas, trocamos os telefones fixos, ufa bem mais barato! Ai trocamos finalmente de endereço!
Ai que delícia era receber cartas do Zé, contando das mazelas das contas a pagar, dos projetos para entregar, de como estava gordo, que emagreceu, receitas testadas em casa, do namoro com a Kátia, que virou noivado, casamento. Acompanhei tudo pela internet, telefone e pelo correio. Foi quando nos conhecemos pessoalmente! Viva! Hoje 11 anos depois, somos amigos como sempre, unidos pela amizade e confiança, tanto que o filho lindo que eles tem é MEU. Meu afilhado Francisco.
Falando em afilhado esse envelope liiiiiindo aí em cima é da minha querida amiga Dai. Tão amiga que é a Madrinha do meu filhote. A Dai trouxe de volta pra mim o sabor delicioso de receber uma carta, sentir um friozinho na barriga de ansiedade pelas notícias que se escondem ali, naquele pedacinho de papel, que pode ser grandioso, bom, terrível, malicioso, só dá para saber lendo! 
Fiquei lendo a carta várias vezes e sabem do que a carta tratava? De nós duas. Da nossa amizade. De que muitas vezes a gente é suficientemente estúpido de deixar as pessoas que amamos sumirem das nossas vidas, por falta de “tempo”, por esquecimento, por preguiça. Ela estava meio tristinha, pois mora longe, sem família, e nós duas somos família que se escolhe, diferente daquela que a gente nasce dentro, e eu cá fiquei preocupada. Depois pensei que ela é esperta, que tira de letra como fez até hoje, até aqui, onde chegou, que às vezes é bobinha porque pensa que não é grande como verdadeiramente ela é, que não vê a grandeza de pessoa que é quando se olha no espelho porque é humilde, generosa e boa de coração. E eu vou parando por aqui porque ainda não respondi a carta dela e vou acabar falando tudo aqui, para vocês! 

3 Comentários

  1. Wilka, adoro o seu blog!! estou virando assídua..
    beijos

  2. e pode esperar que esta foi a primeira de várias outras!!! hehe!!!! bjus te amo!!! daiane!

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