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Posted by on jun 11, 2018 in Divulgação, Joinville, Literatura |

Clube de Leitura de Joinville discute Ana Cristina Cesar

No dia 23 de junho, acontece o primeiro encontro sobre poesia no clube de leitura Leia Mulheres de Joinville. O livro proposto para debate é “A teus pés”, da escritora carioca Ana Cristina Cesar. O evento, aberto ao público, irá acontecer no espaço JuremaVeg (Rua Itajaí, 270, sala 1, Centro), a partir das 15h. Com caráter itinerante, o clube contempla, a cada mês, centros culturais e alternativos da cidade. A mediação é feita pelas jornalistas Karoline Lopes e Marcela Güther. A entrada é gratuita.

SOBRE O LIVRO

“A teus pés” é o primeiro e único livro de poemas que Ana Cristina Cesar –  umas das vozes mais consagradas da poesia brasileira -, lançou em vida por uma editora comercial, em 1982. Além de material inédito, a obra reunia os três breves volumes que a autora havia publicado entre 1979 e 1980 em edições caseiras: “Cenas de abril”, “Correspondência completa” e “Luvas de pelica”. Dissolvendo as fronteiras entre prosa, poesia e ensaio, o eu lírico e o eu biográfico, Ana logo chamou a atenção de críticos como Heloisa Buarque de Hollanda e Silviano Santiago.

Poeta e tradutora brasileira, Ana C. foi expoente da Poesia Marginal da década de 1970, movimento que uniu artistas independentes em torno do que ficou conhecido como Geração Mimeográfo, cuja produção cultural se dava por meios alternativos de circulação, devido à censura durante a ditadura militar. Seus poemas têm traços coloquiais e do cotidiano, gírias, erotismo e pequenos textos. Apesar de ter vivido somente 31 anos, a obra de Ana C. é permeada de textos autobiográficos e ficcionais, cartas e diários. Em 2016, foi homenageada na Festa Literária Internacional de Paraty.

SOBRE O LEIA MULHERES

#LeiaMulheres é um clube de leitura brasileiro inspirado no #readwomen2014, projeto-manifesto criado pela escritora e ilustradora britânica Joanna Walsh. A ideia por trás da hashtag tem a ver com uma luta cada vez mais compartilhada de empoderar mulheres escritoras que sobrevivem a um mercado editorial com preponderância de vozes masculinas. Pioneiras no Brasil, a consultora de marketing Juliana Gomes, a jornalista Juliana Leuenroth e a transcritora Michelle Henriques iniciaram o clube de leitura em São Paulo,em 2015. Depois disso mais 50 cidades já fazem parte do projeto.

Em entrevista à Revista Língua, a precursora do movimento, Joanna Walsh, afirma que “escritoras são, a maior parte do tempo, julgadas pela sua aparência, em vez de serem julgadas pela qualidade de sua escrita. Aos escritores, em entrevistas, é perguntado o que pensam, enquanto às mulheres é perguntado o que sentem”. Claire Messud, falando sobre seu livro, “The Woman Upstairs”, diz haver percebido que, pelos julgamentos feitos à sua obra, “é totalmente inaceitável para uma mulher ter raiva”, avaliando positivamente a repercussão tida pela sua hashtag, que foi copiada em diversos idiomas, aumentando a visibilidade das mulheres no mercado editorial.

O #LeiaMulheres faz parte de uma série de ações para inclusão da presença da mulher no mercado editorial como autoras, mediadores, editoras que façam parte da cadeia do livro como um todo.

Sou psicóloga de formação. Depois de alguns anos de clínica abandonei o divã. Fiz Moda e Estilismo. Trabalho com figurino, revisão de textos, gerenciamento de redes sociais, criação de sites e administração de blogs. Casada com um jornalista e escritor. Mãe (coruja) do Kenzo, de 10 anos! Praticante de Pilates e Aikido. Louca por Star Wars, internet e tecnologia.