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Posted by on jan 4, 2017 in Cinema, Literatura | 0 comments

Star Wars, puro escapismo

Adeus à minha Princesa Leia

Se engana quem começou a ler esse texto imaginando alguma crítica ferrenha à saga. Muito pelo contrário, quem me conhece sabe que sou louca por Star Wars, basta acompanhar meu perfil no Instagram para constatar que os stormtroopers fazem parte da minha rotina. Para mim, me recolher nos devaneios de George Lucas era a melhor forma de passar minhas tardes, brincando e sonhando com guerras nas estrelas.

O primeiro filme foi estreado em 1977, eu tinha sete anos e, como toda menina, sonhava com princesas. Claro que não qualquer princesa, do tipo Cinderela ou Branca de Neve, feminina, meiga e frágil; deveria ser alguém que combinasse com minha personalidade, meio, digamos, de moleque. Quando assisti ao filme no Cine Augustus, em Londrina, quase não acreditei no que via, um universo tão fantástico que, mesmo na minha imaginação mais louca, jamais conseguiria criar. Fiquei dividida por uma paixonite entre o Han e o Luke, mas acabei optando pelo Luke, principalmente após o Retorno de Jedi quando Han casa com Leia.

Han Solo (Harrison Ford), Leia Organa (Carrie Fisher) e Luke Slkywalker (Mark Hamill)

Todos podem imaginar que dezembro de 2016 foi de fortes emoções para os fãs de Guerra nas Estrelas. Dia 15 Rogue One teve sua estreia mundial e encheu o coração dos admiradores, um filme redondo, com a alma da saga, mesmo sem nenhum Jedi na tela. Um roteiro bem trabalhado, com personagens novos, como sempre repetindo a receita da heroína, da luta por um ideal, morrer por um bem maior e a eterna batalha contra o lado negro da força. Foi ótimo que Rogue One tenha sido excelente porque esperamos por anos uma continuação de Star Wars e o que recebemos foi o morno Despertar da Força que, mesmo com Han Solo e Chewbacca, os meus icônicos stormtroopers e uma mocinha Jedi, não me convenceu. O caso que é Vader e Darth Maul e o próprio Palpatine são vilões reais, fortes e convincentes, além de temidos, ao contrário do fraco, chiliquento e descompensado Kylo Ren.

Depois da alegria com Rogue One, a tristeza no dia 27, minha princesa Leia se foi, um ícone pop e nerd, sexy e, ao mesmo tempo, uma imagem feminista, de força e de luta por um ideal. Quem não se lembra da imagem antológica da Leia de biquíni dourado, prisioneira do nojentão Jabba?

Jabba e Princesa Leia

Carrie Fisher, nasceu em 1956, filha de artistas, Eddie Fisher (cantor) e Debbie Reynolds (atriz), mas ficou famosa pelo papel de Leia. Sua filmografia conta com mais de 60 filmes para TV e cinema, como Shampoo e Harry e Sally – Feitos um para o outro, muitos deles interpretando a si mesma, seja em programas de TV, filmes ou documentários com sua mãe.

Casou-se, em 1983, com o cantor Paul Simon cuja união durou um ano. Em 1992, nasceu Billie Catherine, fruto de sua união com o agente Bryan Lourd. Carrie era uma leitora voraz, se interessava, particularmente, por literatura clássica e escrevia poesias. Dia 22 de novembro de 2016, lançou a autobiografia The Princess Diarist (Memórias da Princesa) contando, inclusive, sobre seu caso de três meses com Harrison Ford (casado, na época) durante as filmagens de Star Wars, os bastidores das gravações e sobre sua volta à franquia. É autora também de quatro romances best-sellers nos Estados Unidos:  Surrender the pink, Delusions of grandma, The best awful e Postcards from the edge.

No dia 23 de dezembro de 2016, Fisher teve um infarto durante um voo de Londres a Los Angeles, durante sua internação, sofreu um segundo colapso cardíaco, e não resistiu, vindo a falecer dia 27 , em Los Angeles, Califórnia, às 8h55. Sua mãe, Debbie Reynolds (atriz em Cantando na Chuva), morreu um dia depois após sofrer um derrame cerebral. Ambas foram enterradas lado a lado. Que a Força estejam com vocês.

Carrie Fisher e a mãe, Debbie Reynolds

Guerra nas Estrelas em ordem cronológica da narrativa: A Ameaça Fantasma (1999), Ataque dos Clones (2002), A Vingança dos Sith (2005), Rogue One – Uma história Star Wars (2016), Uma Nova Esperança (1977), O Império Contra-ataca (1980), O Retorno de Jedi (1983) e O Despertar da Força (2015). Mas existem várias sequências que você pode seguir para entender melhor a trama, como a Sequência Ernst Rister.

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