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Posted by on nov 16, 2016 in Arte, Exposição, Joinville | 0 comments

Arte Têxtil: Imersão

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Artistas trazem para o Espaço Expositivo Juarez Machado a beleza da arte dos teares

As artistas tecelãs Luciane Sell da Silva e Cláudia Regina Below desenvolvem projetos autorais, que resultam em poéticas e técnicas diversas e que, para esta exposição, atravessaram fronteiras e moveram-se de lugares para legitimar a arte de tecer. Para ambas tecer é criar, no sentido de fazer sua própria substância, exatamente como faz a aranha quando tira de si a própria teia.

Na tradição do Islã, o tear simboliza a estrutura e o movimento do universo. Quando o tecido está pronto, o tecelão corta os fios que o prendem ao tear e ao fazê-lo representa simbolicamente o corte do cordão umbilical, o momento do nascimento. As tecelagens produzidas por ambas resultam de uma liberdade de criação que contém como significado simbólico a fecundidade e como fiandeiras, as artistas abrem e fecham ciclos de criação. Urdiduras e tramas resultam em suas tecelagens formas, cores, texturas diversas.

Cláudia Below, artista e designer, reside na Alemanha e possui formação na tradicional Escola de Tecelagem Kukate. Propõe um retorno a técnicas esquecidas como o gobelin, manufatura detalhada e complexa executada em alto liço, em urdidura de linho e tramas com lã de ovelha e seda, materiais naturais cuja procedência ética na extração dos materiais é preocupação constante da artista. Esse processo necessita de uma matriz prévia de desenho ou pintura que serve de referência para tecer.

A pintura do amigo artista Jair Mendes e de Fernando Karl estão presentes nessa técnica, além de duas abstrações, desenhos da própria artista. Em contraste com o gobelin , a artista desenvolve a técnica de estrutura transparente, na qual os fios da urdidura são visíveis e como uma partitura musical dão suporte a flores estilizadas com leveza e movimento, um trabalho muito delicado e de grande sensibilidade com inspiração em elementos da natureza.

Luciane Sell da Silva, artista visual e professora na Escola de Artes Fritz Alt, da Casa da Cultura, desenvolve seus têxteis em grandes dimensões que impactam pela expressividade e pela diversidade de materiais como sisal, juta, juta encerada, rami e algodão. Executadas em tear de pedal, a artista também com consciência ambiental, utiliza matérias de descarte, resíduos de doações como tecidos, vestimentas e acessórios que são rasgados, cortados, reutilizados e inseridos na tecelagem alterando sua função primeira.

A poética de Luciane se caracteriza pela força, rusticidade e memórias afetivas contando histórias sensíveis e homenageando pessoas que já partiram. Cada peça executada faz referência a uma única pessoa ou família que doou materiais como lençóis brancos, ou vestimentas, objetos pessoais de devoção, a chave da casa entre outros, que foram inseridos na tecelagem, ressignificados e transformados em arte. Duas artistas tecelãs que em parceria, por meio de teares e fios reafirmam de forma fecunda a ligação identitária de Joinville com a tradição da tecelagem.

                                                                                     Letícia Coneglian Mognol


Serviço:

O que: Exposição Imersão

Onde: Espaço Expositivo Juarez Machado, anexo ao Foyer do Teatro Juarez Machado

Quando: Dia 17 de novembro, quinta-feira, a partir das 20hs


 Importante: Este texto de divulgação foi reproduzido na íntegra tal qual foi recebido pela assessoria do evento

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