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Posted by on out 8, 2016 in Entrevista, Saúde | 2 comments

Conheça um pouco o Centro de Hematolgia e Oncologia de Joinville

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O meu primeiro contato com o Centro de Hematologia e Oncologia de Joinville (C.H.O.) foi por meio da minha amiga e “mãe postiça”, Noemi. Logo que me mudei para Joinville, ela foi minha vizinha e me afeiçoei muito à ela; sem conhecer ninguém, nem tendo amigos, foi ela quem me apresentou, aos poucos, uma Joinville funcional, e não turística. 

Noemi teve câncer e faleceu ano passado. Durante sua doença a levei algumas vezes para fazer quimioterapia no C.H.O., ela sempre estava acompanhada da filha, Ana Paula, então nunca cheguei a conhecer as dependências da Clínica,  na rua Alexandre Dohler; mas passei a respeitar aquele lugar, assim como sua equipe, que se esmerava em fazer o melhor para minha amiga e para Joinville e região.

Perdi minha mãe de câncer. Intestino. Em 2010. Vivi com ela no hospital e por cinco anos ela lutou bravamente, após duas grandes cirurgias e duas infecções generalizadas.  Perdi minha tia, Sumie, de câncer no baço, meu tio Rolien de câncer no intestino, irmão da minha mãe. O câncer, na maioria das vezes, é devastador e arrasa com quem está por perto. 

Em outubro passado, o Dr. Drauzio Varela veio palestrar na comemoração de 20 anos do C.H.O. Tive o prazer de ouvi-lo falar, fotografar ao lado dele e o privilégio de entrevistar dois fundadores do Centro, a Dra. Soraya Dobner e o Dr. Edson Sydney de Campos. Trago para vocês um pouco da nossa conversa informal e muito enriquecedora. 

1) Sobre a capacidade tecnológica do C.H.O

Atualmente, 11 médicos – seis hematologistas e cinco oncologistas – fazem parte do corpo clínico do C.H.O., num espaço de 400m², com seis consultórios, seis boxes de quimioterapia, um apartamento, uma sala de procedimento e, ainda, cerca de 20 funcionários, entre recepcionistas, farmacêuticos, administrativo, enfermagem, zelador, nutricionista e psicóloga.

O Centro realiza consultas (hematológicas e oncológicas), procedimentos diagnósticos (mielograma, coletas de biópsia de medula óssea, de mielograma,  de citogenética e imunofenotipagem de medula óssea), tratamentos (quimioterapia e infusionais, implante de cateter central de inserção periférica) e acompanhamento multidisciplinar (Enfermagem, Nutrição Psicologia e orientação farmacêutica).

A parceria com hospitais e clínicas sempre foi uma realidade, encaminham o paciente já diagnosticado ou o material para procedimentos diagnósticos, a partir daí é realizado o estadiamento in loco (ver Sistema de Estadiamento Ann Arbor) que irá determinar a fase de desenvolvimento da doença, mapeando a sua extensão por meio de exames específicos para se traçar o melhor plano de tratamento, sempre com o cuidado em oferecer um atendimento multidisciplinar e suporte tecnológico, ambulatorial e psicológico.

O trabalho constante na busca de aprimorar o estadiamento, refinando a classificação e qualificação da doença para que o tratamento seja o mais assertivo possível é primordial para oferecer ao paciente melhores condições de enfrentamento da doença e tratamento, recuperação e qualidade de vida.

2) Como o C.H.O. se posiciona em relação a outros centros de Oncologia do país

Nesses 20 anos, o Centro tem se tornado referência, é pioneiro no diagnóstico e tratamento oncológico ambulatorial no Norte do Estado e, em breve, será construído um novo prédio, na rua Aquidaban, com uma área de 3.252,62 m², tendo mais de dez consultórios, maior número de boxes para quimioterapia e amplo estacionamento. Com o objetivo permanente em aperfeiçoar os diagnósticos histopatológicos, logo o C.H.O. irá implementar subespecialidades e atuar na Oncologia pediátrica.

O C.H.O. realiza pesquisas clínicas em parceria com o Cepeville – Centro de Pesquisas Clínicas de Joinville, uma associação de caráter científico, multiprofissional, sem fins lucrativos, com o objetivo central de coordenar e executar pesquisa clínica. Estabelece ainda convênios com outras instituições, empresas públicas ou privadas, localizadas no Brasil ou no Exterior.

“Atualmente as informações viajam muito rápido e estamos em contato permanente com grandes centros de saúde mundiais, temos acesso às pesquisas, resultados de novos fármacos e novos tratamentos, trocamos informações dentro do corpo médico destas instituições e, neste sentido, estamos todos conectados uns aos outros, todos trabalhando em prol da saúde de nosso país.” (Dr. Edson de Campos)

3) Quanto ao acesso às novas tecnologias e drogas, se por um lado é uma esperança, por outro há a barreira do alto custo. Como o Centro equaciona essa questão

Hoje os grandes centros médicos do país vivem a mesma realidade, a nível de demanda e insuficiência de recursos financeiros ou verbas governamentais, a maioria atende convênios e planos de saúde e vão se adequando conforme conseguem suprir as demandas. O panorama para certas doenças difere bastante umas das outras no que se refere à tratamentos ou medicamentos, mas a equipe médica vive um dia após o outro e o resultado desta equação é sempre pensando no paciente.

Diagnósticos precisos e precoces, um padrão de atendimento de excelência, o aprimoramento dos profissionais e a prevenção podem ajudar a tornar essa equação menos complicada. Investir na prevenção em saúde sempre foi o melhor caminho.

4) Qual o tipo de câncer com maior incidência em Joinville

Câncer de pele. O número de mortes recorrentes ao câncer de pele cresceu 55% nos últimos dez anos. É o câncer mais frequente no Brasil e corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no país. Mas os números são expressivos também para os de mama, colo de útero, pulmão e próstata.


Dr. Edson Sydney de Campos, Oncologista (CRM 2325)

Sócio fundador do Centro de Hematologia e Oncologia, é formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em 1978. Especialista em Oncologia Clínica, doutor em Medicina pela Universidade de Manchester, em Manchester, na Inglaterra, com Residência em Clínica Médica no Hospital de Clínicas, em Curitiba/PR e Residência de Hematologia no Hospital das Clínicas, em Porto Alegre/RS. Atualmente, atende no CHO, é professor de Biologia Celular e Molecular, e também do Núcleo de Oncologia e Internado do curso de Medicina da Universidade da Região de Joinville (Univille), em Joinville/SC.

Dra. Soraya Dobner, Hematologista (CRM 4558)

Sócio fundadora do Centro de Hematologia e Oncologia, é formada em 1987 pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é especialista em Hematologia/Hemoterapia, com Residência em Clínica Médica e Hematologia/Hemoterapia no Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis/SC. Atualmente, atende no CHO, no Hospital Municipal São José e no Hemosc de Joinville.


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