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Posted by on maio 17, 2018 in Comportamento, Informação, Saúde |

Livre do Fumo!

Meu pai fumava Minister. Ele parou de fumar quando eu tinha 10 anos, de tanto eu insistir que fazia mal à saúde, era fedido e custava dinheiro. Ele parou, eu comecei. Comecei a fumar aos 14 anos, Carlton – um raro prazer. Então, para fazer um charme e o cigarro durar mais mudei para Charm, que era longo. E fraquinho! Aos 16 mudei para John Player Special porque achava linda a embalagem. Aos 17, conheci o Lucky Strike e amei aquele fumo adocicado. Aí entrei para o “rol dos fumantes inveterados”, filtro amarelo e um maço por dia. Entrando na faculdade, aos 18, descambei para o Marlboro, de longe meu cigarro preferido! Com ele vivi 12 anos!

Parei de fumar aos 30 anos por orientação do meu médico e geriatra Hercílio Hoepfner. Já faz 18 anos que vivo sem o tabaco e suas mil e uma substâncias no organismo. Devo confessar que, umas três vezes ao ano, sonho que estou fumando, mas me orgulho de ter abandonado o vício, apesar dos 17 quilos adquiridos na época e que estão comigo até hoje!  Minha pele ficou lisa e brilhante, meus dentes ficaram mais claros e o sorriso mais bonito além de, lógico!, eu ser bem mais cheirosa agora! Até meu marido, que não fumava, adorou! Tadinho. Era casado com uma chaminé e beijava um cinzeiro ambulante.

Foi difícil, mas bem mais fácil do que eu imaginava. Eu fumava três carteiras de Marlboro, filtro amarelo, por dia. Se eu parei de fumar: qualquer um pode! Quando engravidei aos 37 anos, meu corpo já havia se livrado destas coisas horríveis que o cigarro nos traz. E continua sendo bem tranquilo estar livre daquilo que mandava em mim e era mais forte que eu. Agora estou no controle da minha vida, pulmões e bolso!

Então, tenho obrigação de falar sobre esse movimento do Centro de Hematologia e Oncologia de Joinville. Admiro muito o trabalho deles, inclusive tem uma entrevista que amo com alguns dos fundadores do CHO que você pode conferir aqui.


Data de 31 de maio alerta para as inúmeras doenças relacionadas ao tabagismo

No Dia Mundial sem Tabaco, o Centro de Hematologia e Oncologia (C.H.O) alerta para as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Criada em 1987 pela Organização Mundial da Saúde, a data de 31 de maio serve destacar a importância no combate ao cigarro.

Dados do Instituto Nacional do Câncer afirmam que o câncer de pulmão é a primeira causa de morte por câncer no Brasil. São 428 mortes por dia no Brasil relacionadas ao tabagismo. Somente em 2018, estima-se que mais de 31.200 pessoas vão morrer de câncer de pulmão no país.

“Em 9 anos, o número de fumantes caiu 30,7%, mesmo assim são um bilhão de fumantes no mundo”, destaca o oncologista do CHO, dr. Celio Kussumoto. Estudos comprovam que o tabagismo tem relação direta com vários tipos de câncer. “Sabemos hoje que 30% da existência de todos os cânceres no país estão relacionados ao tabaco e que 12,6% das mortes que ocorrem anualmente podem ser relacionadas ao tabagismo. A doença pode se manifestar em vários locais como pulmão, laringe, bexiga e pâncreas. No caso do câncer de pulmão, a relação já é bem mais alta: 80% dos casos tem ligação com o cigarro e outros tipos de fumo”, diz.

Em média, uma pessoa que fuma reduz em 6,2 anos a sua expectativa de vida.  “Queremos aproveitar a data para mostrar que diversos tipos de doenças podem ser evitadas quando não fumamos. Acreditamos que o Dia Mundial sem tabaco possa ser uma excelente data para deixar de fumar e iniciar uma vida mais saudável”, comenta Kussumoto. “Até porque após 15 anos depois de se parar de fumar o risco de se ter câncer de pulmão é quase igual a quem não fuma”, cita.

Uso do narguilé preocupa

Apesar do número de fumantes ter caído, o consumo do narguilé tem aumentado, especialmente entre os jovens. Assim como o charuto, eles são derivados do tabaco e fazem mal ao organismo como um cigarro. “A cada sessão de narguilé a quantidade de fumaça inalada equivale a de 100 cigarros”, informa o oncologista. Mesmo sem ser tragada, apenas o contato da fumaça na boca pode causar câncer na cavidade oral.

A combustão do narguilé produz mais de 4700 substâncias tóxicas já conhecidas  presentes no cigarro e que causam o câncer. Os aditivos de sabor apenas mascaram o perigo do uso. Além disso, a presença da nicotina em determinadas concentrações pode gerar a dependência do produto.

Estatísticas revelam que os fumantes comparados aos não fumantes apresentam risco:

  • 10 vezes maior de adoecer de câncer de pulmão
  • 5 vezes maior de sofrer infarto
  • 5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar
  • 2 vezes maior de sofrer derrame cerebral

Se parar de fumar agora…

  • após 20 minutos sua pressão sanguínea e pulsação voltam ao normal
  • após 2 horas não tem mais nicotina no seu sangue
  • após 8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza
  • após 2 dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar readquire a capacidade de identificar sabores
  • após 3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação melhora
  • após 5 a 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca fumou

Sou psicóloga de formação. Depois de alguns anos de clínica abandonei o divã. Fiz Moda e Estilismo. Trabalho com figurino, revisão de textos, gerenciamento de redes sociais, criação de sites e administração de blogs. Casada com um jornalista e escritor. Mãe (coruja) do Kenzo, de 10 anos! Praticante de Pilates e Aikido. Louca por Star Wars, internet e tecnologia.