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Posted by on out 4, 2011 in Estar | 0 comments

Rock in Rio: eu fui…

Aproveitando as notícias sobre o Rock in Rio que terminou, lembrei do meu primeiro e único. Sim, eu fui no primeiro Rock in Rio em 1985, com 15 aninhos de idade. Minha mãe, claro, queria que eu debutasse, mas como fui sempre meio moleque e meio rebelde sem causa, preferi ir ao show. Meu pai, japa, disse que eu poderia escolher e depois que escolhi, ele não poderia voltar atrás, em casa é assim, todos mantêm a palavra. Bem, talvez eu não, mas meus pais sempre consideraram o nome e a palavra questões de honra e a coisa mais importante para uma pessoa. 
Enfim, fui aos 9 dias de show, pois convenci meu pai a comprar o passaporte, que era mais em conta para ver todos os dias. Acontecia o seguinte: cada dia tinha uma banda que me interessava, se fosse comprar o ingresso para os shows que mais gostava saia muito mais caro. Somente uma noite, foi completamente chata e fui mais cedo para o hotelzinho em que estava hospedada. E não, meus pais não foram; não, nenhum maior de idade me acompanhou. Meu pai me emancipou em 82, por conta da Guerra das Malvinas, pois a ideia dele era me mandar para os EUA, na casa de amigos, caso o Brasil entrasse na guerra. 
Lembro como se fosse hoje, o show do Queen, com o Freddie Mercury cantando Love all my life foi a coisa que mais me marcou. Lembro da cidade do rock em peso cantar a canção toda e não só o refrão, aquele mar de vozes, todas juntas, numa só voz cantando uma das canções mais bonitas da época. We are the champions também foi cantada em uníssono, cada um de nós se considerava um campeão, por estar ali, num evento único e até então inédito no país. Bohemian Rhapsody, também foi arrepiante!
Na época, eu era metaleira e curtia Scorpions, AC/DC, Iron Maiden, Def Leppard, Whitesnake, Ozzy Osbourne que pasmem! eu amaaaaaava! Bark at the moon foi um hino para quem curtia Ozzy…Iron Man, do Black Sabbath, que amo até hoje…E outras músicas também que tinham toda uma simbologia pra mim, na época…músicas que lembravam amigos, situações, paixões e sentimentos da adolescência: Still loving you (Scorpions), Is this love (Whitesnake), Run to the Hills e The number of the beast (Iron Maiden), claro e tinha Back in black do AC/DC…outras tantas que não lembro para contar aqui…
Ah, teve muitas outras delícias como B-52’s e a louca Nina Hagen, Blitz e o Barão Vermelho – “estou pedindo a sua mão…” Outras chatices, me perdoem, quem gosta, pois na época eu odiava: Al Jarreau, James Taylor, e não via graça nos brasucas: Gilberto Gil, Baby e Pepeu, Eduardo Dusek, Moraes Moreira…
Bom, é isso, o que é bom não dura para sempre, mas pode ter outras versões não é mesmo?! 
O local, um terreno de 250 mil metros quadrados na Avenida Salvador Allende, em Jacarepaguá, ficou conhecido como “Cidade do Rock” e contava com o maior palco do mundo já construído até então: com 5 mil metros quadrados de área, além de dois imensos fast foods, dois shopping centers com 50 lojas, dois centros de atendimento médico e uma grande infra-estrutura para atender a quase 1,5 milhão de pessoas – o equivalente a cinco Woodstocks – que frequentaram o evento. (Fonte: Wikipedia) 

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