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Posted by on jul 16, 2010 in Comportamento | 1 comment

Casamento entre iguais

Estou feliz da vida com a Argentina e não, não é por causa do time do Maradona. Graças à Deus acabou a Copa! Após horas de debate, do que para mim é muito óbvio, o projeto que permite o casamento entre iguais, da Presidente Cristina Kirchner, foi aprovado. Que bacana, primeiro país latino a reconhecer a igualdade, os direitos e a liberdade de seus cidadãos. 

Digo isso, pois até as religiões pregam a igualdade entre os homens, o livre arbítrio e o amor fraternal; imagine então as leis humanas! Essas que foram feitas por nós, para nós mas, infelizmente, parece que ainda foram feitas para poucos. Não abrange, de forma alguma, todas as raças, credos e todos os eteceteras que formam a natureza humana. 
Em junho foi a Islândia, com 49 votos a favor e nenhum contra, a reconhecer e legalizar a união entre pessoas do mesmo sexo. A atual primeira ministra, Jóhanna Sigurdardóttir, é a primeira chefe de governo do mundo que assumiu sua condição homossexual. A Holanda, Espanha, Bélgica, Canadá, Noruega, África do Sul,  Suécia e Portugal também legalizaram o casamento homossexual.
Os preconceituosos e incautos que me perdoem, mas já passou da hora de abolirmos o preconceito, mesmo porque o que cada um faz da vida é interesse somente dele (desde que não prejudique o outro), todos somos iguais, temos direito de seguir nossos caminhos, fazer nossas escolhas. E não, não sou só simpatizante da causa, sou defensora.
Desde que que me conheço por gente convivo com a homossexualidade. Na minha família nunca tivemos preconceitos e minha mãe, professora, sempre teve amigos gays aos montes. Um, inclusive, Antenor, querido amigo inseparável de minha mãezinha, que agora também é meu amigo desde que fiquei adulta, sempre frequentou nossa casa; inclusive com o namorado. Imaginem, meu pai, japonês, sofreu horrores de preconceito por ser japonês na Segunda Guerra, aqui, no Brasil, jamais fomentaria qualquer tipo de sentimento de preconceito em nossa casa; ou na minha educação, nos seus atos ou discursos.
Assim, tenho muitos amigos, graças à Deus, alguns deles gays, que de muitas formas os fazem ainda mais especiais, e rezo para que algum dia meu filho viva num planeta onde o preconceito seja quase inexistente, a gente se preocupe com a paz e o meio ambiente e não com quem as pessoas fazem sexo ou levam para o altar. 

1 Comentário

  1. Pois é Wilka,
    Infelizmente ainda vivemos em um mundo muito preconceituoso, mas quem sabe um dia isso será página virada, né!
    Quanto à Argentina sair na frente, nessa questão, não me deixa admirada.Estive viajando por lá durante um mês e fiquei pasma de ver o quanto eles estão
    em nossa frente, quando o assunto é fazer valer seus direitos.É um povo que realmente luta pelos seus direitos.Isso me deixou encantada demais.
    Eu AMO a Argentina!
    Beijos

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