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Posted by on jun 8, 2010 in Comportamento | 0 comments

3 milhões!

Segundo organizadores do evento a Parada do Orgulho Gay reuniu mais de 3 milhões de pessoas neste domingo passado na cidade de São Paulo. Pessoas vindas de todas as partes do país e do exterior movimentaram aproximadamente R$190 milhões entre serviços, hotelaria, alimentação e compras. A cada ano o evento se firma mais e prova a que veio: veio para ficar. Com o tema “Vote contra a homofobia: defenda a cidadania!” o arco-íris esse ano deu lugar ao P&B como protesto com tom bem político. Muito legal (no sentido duplo da palavra) defender o direito a cidadania, ao ir e vir, ao ser e deixar ser. 

É inacreditável que em pleno 2010 ainda existam pessoas que acreditam que os gays, transsexuais e afins não são normais e não têm direitos como eles. Esse fato, infelizmente, não se restringe a um grupo de pessoas sem informação ou sem acesso à cultura; o que por si só também não se justifica. O preconceito não se justifica de nenhuma forma.
Seja por religião, por ignorância ou por medo. A maioria das doutrinas religiosas prega a igualdade entre as pessoas e a importância do amor fraternal, pregam a tolerância e, principalmente a católica, à qual pertenço, que devemos amar uns aos outros, não julgar para não sermos julgados e quem não tiver pecado que atire a primeira pedra. Se não por isso, apenas baseado no simples fato de que a vida do outro, o que ele faz não interfere em NADA na sua vida. Agora o último motivo é grave: medo.

O homem desde tempos remotos foi movido pelo medo. Primeiro pela sobrevivência, para sobrepujar a própria natureza e suas intempéries, depois para ser predador e não presa e assim por diante até hoje na selva de concreto em que vivemos agora. O homem se move por dois motivos: poder e medo. Quem teme não tem poder então, para ser poderoso deve ser temido. E assim segue em atitudes e atos covardes e intimida, ameaça, pune, mata. 
Esse ano, graças a Deus, a Parada Gay não teve um crime como no ano passado, o cozinheiro Marcelo Campos Barros de 35 anos, teve morte cerebral após espancamento na Praça da República, ele nem estava na parada, apenas foi espancado por ser gay. 
O que entristece é que o preconceito leva a atitudes muito perigosas, no mundo atual em várias partes do globo muitas milhares de pessoas sofrem com o preconceito, mulheres no Oriente Médio, minorias religiosas, negros, asiáticos, bebês meninas chinesas entre tanto outros. O preconceito dói. Marca. Mata. 
Por isso, levantem a bandeira sempre. Não sei quem disse isso: Só a luta liberta. Assistam Harvey Milk.

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